Retirei este artigo do Blog JOVENS APRENDIZES, da professora Luciana, relatando o que aconteceu durante uma de suas aulas de Língua Portuguesa na Escola Estadual Veríssimo Teixeira Costa, em Curral de Dentro:
Ata de ocorrência
No dia seis de maio de dois mil e onze, os alunos da turma do oitavo ano 2, turno matutino; da Escola Estadual Veríssimo Teixeira Costa e eu, (professora de português Luciana Renata Dias), reunimos para discutir sobre um problema que está afetando toda a turma e até mesmo a escola – o bullying. De acordo com os alunos Gilmar e Vitor, alguns colegas da sala os ofendem sem motivo chamando-os por apelidos pejorativos como “bola”, “goiaba”, “baleia”, “gay”, “tubi”, “sapatão”, “boiola” entre outros. Resolvi então comunicar o fato à Especialista de Educação Básica – Elizângela e disse aos alunos que, se o problema persistisse, escreveria uma carta ao juiz da nossa comarca (Taiobeiras/MG) informando sobre o assunto e pedindo providências. Eu também disse que anexaria junto à carta, relatórios dos alunos que sofreram e sofrem bullying. Os alunos Daniel Márcio, Marcos Nascimento e Marcos Nogueira, arrependidos, resolveram se retratar pedindo desculpas ao colega Gilmar, que aceitou as desculpas. Outros, porém, não pediram desculpas, então eu disse a eles que seus nomes já seriam encaminhados ao juiz, caso repetissem o erro. De repente, a aluna Daniela é questionada pelos colegas porque no dia anterior (quinta-feira, dia cindo de maio de dois mil e onze) ela havia discriminado o aluno Vitor chamando-o de “sapatão”. A aluna Maria do Carmo disse que Daniela se exaltou ainda mais dizendo “se Vitor não fosse sapatão, seria gay”. Os colegas relataram que a colega Daniela gritava, chorava e saiu para fora da sala e disse para a aluna Amanda que estava muito nervosa e por isso seria capaz de furar Vitor com estilete e bateria no rosto de Maria do Carmo. Hoje também(dia seis de maio de dois mil e onze), Daniela apresentou um quadro agressivo de comportamento ao ser questionada sobre a necessidade que a mesma tinha de também pedir desculpas. Ela gritava que não pediria desculpas porque sofre bullying o tempo todo. Ela chorava descontroladamente, dizendo que queria sair da sala porque os alunos estavam discriminando-a também. A aluna foi então levada pela professora para a sala dos professores e depois encaminhada para o serviço pedagógico.
“Entendendo numa situação dessa, que a escola, a família e a sociedade, precisa tomar posição e combater a todo custo, qualquer forma de preconceito. Não queremos apontar culpados, mas buscar uma solução para que todos possam encontrar na escola, o suporte necessário para uma formação técnica competente, crítica, mas, acima de tudo, humana.” Prof.a Luciana.
Nada mais havendo para tratar no momento, encerrou-se a reunião e a presente ata será lida por mim e assinada por todos os alunos do oitavo ano dois.
Ela ainda afirma em seu blog:
" Em nossa escola, o bullying é uma prática que vem se tornando cada dia mais comum, e por isso, nós educadores, precisamos manter uma postura de repúdio a qualquer tipo de violência. O bullying existe e deve ser combatido!"
Se todos os profissionais tomassem a atitude que ela tomou, provavelmente esse tipo de atitude não seria considerada tão normal e corriqueira...
Se todos os profissionais tomassem a atitude que ela tomou, provavelmente esse tipo de atitude não seria considerada tão normal e corriqueira...
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